A cada ano, o número de refugiados aumenta no mundo inteiro. Pensando em facilitar e auxiliar imigrantes que estejam passando por essa situação em Curitiba (PR), os cursos de Relações Internacionais (RI), Design Gráfico e Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) do UNICURITIBA idealizaram o I Hackathon CWB, que ocorreu nos dias 25 e 26 de outubro.

A atividade consistiu em uma maratona de programação e design, que tem por objetivo unir talentos, esforços e conhecimento para desenvolver um aplicativo para smatphone voltado aos imigrantes e refugiados da capital paranaense, contendo informações sobre processo de regularização migratória, políticas públicas e projetos sociais destinados a esse público.

De acordo com a Profª Michele Hastreiter, a ideia de criar um app para migrantes e refugiados surgiu em uma das reuniões do Grupo de Pesquisa coordenado por ela, o Direito Migratório em Curitiba no Brasil e no Mundo, quando estudaram sobre o papel das novas tecnologias no processo migratório e aprenderam sobre algumas iniciativas semelhantes existentes em outros países.

Para contextualizar os alunos em relação ao tema, os egressos de Relações Internacionais e membros do Grupo de Pesquisa coordenado pela Profª Michele, Thaís de Souza Soares e Matheus Felipe Silva iniciaram o briefing do trabalho. Felipe trouxe o documentário “Peregrino”, produzido em parceria com Caio Alves, aluno de Publicidade e Propaganda do UNICURITIBA.

Na sequência, as refugiadas Natasha Lima, venezuelana, e Yara Hamandosh, síria, contaram toda a trajetória delas, o motivo pelo qual tiveram de sair de seus países de origem e como chegaram ao Brasil. Yara chegou em 2015 e hoje é aluna do Curso de Relações Internacionais do UNICURITIBA.

Após a contextualização, os alunos foram divididos em cinco equipes interdisciplinares para desenvolver e apresentar, durante a madrugada, uma série de tarefas, como nomear a equipe, o aplicativo e a marca, pesquisar apps e ícones, pensar no conteúdo, mockup de layout do app, etc.

Cada curso ficou responsável por sua área de competência e contou com a ajuda de “anjos”, egressos e alunos, além dos próprios professores e coordenadores, que ofereceram suporte técnico-criativo aos times.

“A ideia é que o conteúdo do aplicativo continue sendo desenvolvido pelo Laboratório de Prática de Relações Internacionais ao longo do primeiro semestre de 2020”, detalha a Profª Michele.

Jefferson Didi Silva, um dos “anjos” do Hackathon e egresso de ADS, conta que os estudantes deram uma aula de cidadania. “Foi incrível acompanhar cada um contribuindo de alguma forma e chegar ao final com todos ainda motivados. Parecia que o cansaço de 17 horas trabalhando era só um detalhe. Ao final, trabalhos de excelente nível em todos os âmbitos, mas, mais que isso, o entendimento de que todos podemos contribuir para a causa”.

Premiação
Depois da maratona, as equipes apresentaram o resultado de todo o trabalho para jurados, professores e coordenadores.

Os convidados de RI foram a repórter do G1 PR, G1 Minuto e RPC TV, Letícia Paris; a diretora do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Justiça, Trabalho e Direitos Humanos do Estado do Paraná, Regina de Cássia Bergamaschi Bley; e a professora de Direitos Humanos da UFPR, Heloísa Câmara; além da coordenadora do curso, Patricia Tendolini Oliveira, e a Prof. Michele.

O Design Gráfico trouxe as representantes do podcast Design and Drinks e do Programa de Doutorado em Design da UFPR, Dominique Leite Adam e Priscila Zimermann, além da coordenadora do curso, Adriane Linhares, e a Prof. Neusa Palmieri.

ADS contou com o Prof. Lucas Corrêa e com o coordenador do curso, Bruno Weber.

Segundo a avaliação, a equipe Panteras venceu o I Hackathon CWB. O time foi composto pelos acadêmicos Glauber Xavier, Elisamary de Oliveira, André Ploposki e Wellington Corrêa, de ADS; Mayara Blageski, Adam Veiga, Lucas Silvino e Giulia Carrara, de Design Gráfico; e Sabrina Hatschbach, Guilherme Kilter e Giseli Menegatt, de RI.

“O evento foi muito inspirador para os alunos dos três cursos e mobilizou pessoas tão diferentes em favor de uma causa tão nobre”, conclui a Profª Patricia.