Design de Animação: conheça o tecnólogo do UNICURITIBA que forma alunos premiados

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Alunos precisam criar um grande projeto com técnicas diferentes em cada semestre, o que permite que tenham um portfólio ao final da graduação

O curso superior de tecnologia em Design de Animação é o primeiro do Brasil e foi criado em 2016 pelo Centro Universitário Unicuritiba. De lá para cá, as produções dos alunos, inclusive os calouros, não param de ser premiadas e exibidas em festivais dentro e fora do país. Já tem filme até produzido no período de distanciamento social, por conta da pandemia, como “Teiko”, que foi selecionado para o Metrô Festival do Cinema Universitário Brasileiro.

Lucina Reitenbach Viana, coordenadora do curso, reforça que esta mostra é “muito séria e altamente competitiva” e é a terceira vez consecutiva que as produções do UNICURITIBA são contempladas. Ela orgulha-se do fato de que raramente um filme produzido por seus alunos inscrito em um festival deixa de ser selecionado. A professora cita como um dos mais marcantes, o prêmio Internacional de Berlim, conquistado em 2018, com “Sombras da Guerra.”

“Ele foi produzido pelos alunos do módulo A [primeiro semestre do curso] e trata dos traumas ocorridos nas crianças que moram em zonas de guerras. Ficou pronto junto com o movimento de Guerra da Síria. Aliás, os temas não estão só ligados ao entretenimento, o aluno do UNICURITIBA ‘vem de fábrica’ com compromisso da transformação social”, afirma.

Diferenciais do projeto pedagógico

Com duração de dois anos, divididos em semestres, um dos diferenciais do curso é o trabalho por projetos. Em cada módulo semestral o estudante aprende uma técnica diferente de animação e faz um grande trabalho. Ao concluir a graduação tem, de quebra, um portfólio formado por filmes, curtas-metragens, webséries ou produções para a publicidade.

Além do foco nas atividades práticas, outro diferencial do tecnólogo do UNICURITIBA é o projeto pedagógico baseado no protagonismo do aluno. A coordenadora do curso conta que os projetos desenvolvidos semestralmente são autorais e os alunos se organizam em equipes e ocupam jornadas formativas diferentes, de acordo com seus interesses.

“Isso é muito democrático, porque os alunos avaliam os projetos também. O protagonismo é sempre deles, o professor funciona como um maestro, um gestor que traz à tona a potencialidade de cada aluno”, diz Lucina.

Mickey contemporâneo

A coordenadora explica que em cada filme o aluno precisa desenvolver a “bíblia do projeto”, que se trata de uma publicação científica. “O aluno consegue fazer pesquisa, extensão e ensino no mesmo projeto. Esta é a maior beleza do curso, porque pregamos a indissociabilidade dessas áreas que, no dia a dia, estamos acostumados a vê-las distantes”, afirma Lucina, que também ocupa o cargo de Coordenadora Regional Sul de Arquitetura Urbanismo e Design da Ânima Educação.

Lucina reforça que os estudantes têm, ainda, a possibilidade de inovarem nas técnicas. “Há um derivado grande das produções, e se engana quem acha que desenho animado é o Mickey. Aqui é possível desenvolver técnicas ainda melhores do que aquelas que foram usadas na sua execução, o resultado pode até ser visualmente igual, mas o trabalho vai ser mais contemporâneo. Não existe outra escola de pensamento assim como essa, nesse volume de prática, especialmente com a autonomia dos alunos. As estrelas do mundo da animação aqui são os alunos”.

Módulos e técnicas de animação

No primeiro semestre do curso, no módulo A, os alunos aprendem as chamadas técnicas “tatílicas” de manipulação e encenação de fotografia, com o stop motion. No segundo semestre é a vez do 2D, o método tradicional utilizado para o desenho animado. Na sequência, os alunos têm acesso às técnicas do modelo 3D. Por fim, no último módulo, no quarto semestre, os estudantes encerram o curso com que o UNICURITIBA batizou de técnica “4D.”

“É quando o aluno faz um projeto sozinho, precisa ter a ideia, concebê-la e produzi-la usando a criatividade em todo o processo. Ele precisa apresentar um projeto offline, pensar uma instalação artística, e desenvolver a obra como se ela fosse uma obra de arte”, explica Lucina.

A coordenadora recorda de um projeto “4D” de encerramento de módulo chamado Xeque-Mate que oferecia uma experiência imersiva, numa espécie de escape room. “Os alunos simularam uma clínica clandestina de aborto na universidade. Os participantes entravam em uma sala e eram impactados por um videoclipe que já os colocavam em contato com o tema. Depois, eles caíam em um jogo interativo para conseguir sair da sala”, conta.

Em dezembro, todas as obras produzidas pelos alunos de Design de Animação e de Jogos Digitais durante o ano são reunidas no UNICULT – Mostra de Produção Cultural UNICURITIBA, que ocorre na própria universidade.

Como ingressar

Para disputar vagas no curso de Design de Animação, o estudante pode participar do vestibular tradicional, agendado ou utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste último caso é necessário ter obtido média de 450 pontos nas provas objetivas e no mínimo 200 na redação. Os interessados que já possuem diploma do ensino superior podem se matricular sem a necessidade de fazer uma prova adicional.