Educação 4.0: saiba o que é e como revoluciona o aprendizado

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Conceito da Educação 4.0 reúne pacote de inovações que estão transformando a maneira de aprender e ensinar nas instituições

Processos automatizados para pagar contas, presença constante de robôs e uso de inteligência artificial, armazenamento de conteúdos na nuvem que podem ser acessados em qualquer lugar do mundo. Antes de falar especificamente da Educação 4.0, propomos uma reflexão: já reparou como a tecnologia, de duas décadas para cá, tornou-se um aspecto presente quase a todo momento no nosso cotidiano?

Essa “invasão” de ferramentas tecnológicas é fruto do processo de uma nova fase da revolução industrial que, segundo o economista alemão Klaus Schwab, é chamado de Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0.

Na esteira da nova versão da Revolução Industrial que exigiu todos nós desenvolvêssemos novas habilidades e competências técnicas, veio a revolução da Educação. Em sua versão 4.0, a Educação reúne uma série de inovações muito mais alinhadas ao aluno do século 21, que precisa ser desafiado para aprender.

A proposta contrapõe o modelo educacional da década de 50, com carteiras alinhadas, giz, lousa e a figura do professor no centro do processo de aprendizagem.

A Educação 4.0 tem como premissa oferecer uma aprendizagem envolvente, com uso de metodologias ativas. Por meio delas, o aluno deixa de assimilar conhecimento de forma passiva e é o tempo todo instigado pelos professores – que ganham o papel de mentores – na busca por respostas e resolução de problemas.

“Mais do que isso, a Educação 4.0 é uma tentativa de adaptação de um estilo de instituição de ensino que existe há séculos na sociedade. É usar a tecnologia, que já é inerente à geração que entrou na faculdade nos últimos dez anos, para ampliar e potencializar a canalização do conhecimento para os estudantes”, explica Sérgio Itamar, professor do UNICURITIBA, formado em Direito e mestre em Direito e Administração.

A Educação 4.0 da origem da internet às revoluções tecnológicas do século XXI

Embora a criação do termo seja mais recente, Sérgio ressalta que a origem da Educação 4.0 não foi na última década, mas sim no século passado, com a criação da internet.

“É interessante pensar que os criadores da internet celebraram sua invenção como uma ferramenta capaz de colocar todo o conhecimento do mundo à disposição de qualquer cidadão. Era o início do processo de democratização da educação”, diz.

Hoje, décadas mais tarde, esse acesso é mais fácil, e as plataformas, infinitamente mais diversificadas – de videoaulas a simuladores 3D. “É só pensar que um renomado professor só podia fazer palestras para 50 alunos de uma vez. Hoje, milhões podem ter acesso ao mesmo conteúdo em uma semana, e de forma gratuita”, completa o educador.

Atividades mão na massa e currículo transversal

Na Educação 4.0 também aparece o conceito learning by doing (aprender fazendo). Ele traz a ideia é de que o aprendizado acontece de forma mais rápida e rica quando ocorre por meio experiências práticas e atividades chamadas “mão na massa.” Melhor ainda se acontecerem em espaços maker, outro conceito de inovação.

Esse quesito pode ou não estar ligado à tecnologia. Games, aplicativos e softwares podem ser boas ferramentas, assim como impressoras 3D e computadores. Mas o objetivo das atividades “mão na massa”, no entanto, é tornar o aprendizado mais significativo aos alunos, e isso pode acontecer até por meio de itens recicláveis e sucata. O que está em jogo nesse tipo de exercício é o processo de construção, e não necessariamente o produto.

Os currículos também ganham uma espécie de atualização com a Educação 4.0. Eles passam a ser muito mais transversais, eliminando a ideia de disciplinas separadas por “caixinhas”. Afinal o conhecimento não se constrói de maneira departamentalizada.

Educação 4.0 muda o papel do professor e ressignifica a aula presencial

Implementar as inovações previstas pela Educação 4.0, todavia, exige mudança. A primeira e mais imprescindível é a formação de professores, que seguem tendo papel relevante e fundamental no ensino do futuro. Tais profissionais terão de ter sabedoria e qualificação para lidar tanto com as novas tecnologias quanto com os diferentes métodos pedagógicos.

As instituições de ensino também devem adequar suas infraestruturas. Além do investimento em tecnologia para o ensino e aprendizagem remotos, vale redesenhar a sala de aula para as atividades presenciais. Espaços makers onde os estudantes podem criar protótipos e fazer experimentações são importantes aliados da inovação.

O resultado é a formação de um aluno mais autônomo, com pensamento crítico e muito mais preparado para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

Conteúdo original Unisul