‘Qualidade de ensino e incentivo do UniCuritiba foram fundamentais’, diz egressa aprovada duas vezes em concursos públicos

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Mayara Cortiano atuou na Justiça Federal do Paraná, passou até pela Lava Jato, e há quatro anos ocupa cargo na Justiça do Trabalho 

A técnica judiciária Mayara Cortiano, de 29 anos, se formou em Direito pelo Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba) em 2016. Foi durante a graduação que ela teve oportunidade de fazer estágios no Judiciário e descobrir que gostaria de seguir carreira na área.

Antes de assumir seu primeiro cargo concursada, Mayara estagiou na Justiça Federal do Paraná e no Ministério Público Federal. Passou, inclusive, uma pequena temporada atuando nas operações da Lava Jato. 

Quando ainda faltava um ano para concluir a graduação, em 2014, a estudante foi aprovada no concurso de técnico judiciário da Justiça Federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Mesmo com a alta concorrência, Mayara foi aprovada logo em sua primeira tentativa. Ela conta que a excelência do ensino do UniCuritiba contribuiu com a sua preparação. 

“Além disso, acho que um dos grandes trunfos é o fato de a universidade ser uma grande incentivadora das carreiras. Há a divulgação de estágios, inclusive no poder público, o que me motivou a seguir nesta área. O preparo acadêmico é muito bom, tive professores excelentes e muito exigentes, mas que hoje eu os agradeço.”

Currículo alinhado ao mundo do trabalho

Para Mayara, outro grande diferencial do curso de Direito do UniCuritiba é o de ser focado em atividades práticas que refletem a realidade da profissão, indo além da teoria acadêmica.

“Há uma abordagem interessante em relação ao mercado. Em todo o tempo, a universidade te mostra opções, seja na advocacia ou em concursos. Qualidade de ensino e incentivo foram fundamentais”, diz. 

Mas a carreira da advogada não parou por aí. Dois anos depois, em 2016, ela foi aprovada em um novo concurso, no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, para técnica judiciária, cargo que ocupa até hoje. Entre cerca de 28 mil inscritos, Mayara foi classificada em 47º lugar. Quando ela foi convocada, já havia se formado e na época, inclusive, estava advogando. 

A advogada conta que o que a atraiu a trabalhar como servidora no Judiciário foi o fato de entender que estes profissionais fazem a “engrenagem girar.” “São os servidores que olham os processos, verificam se há pedidos de urgência, cumprem as decisões, auxiliam o juiz. Esse servidor é o que vai atrás das minúcias, pesquisa jurisprudência, ou seja, faz tudo andar.”

Outros planos

Antes do início da pandemia, Mayara pretendia voltar a prestar concursos. Desta vez, para ser juíza, já que possui os três anos de experiência no Judiciário exigidos para a função. Mas acabou perdendo o ritmo dos estudos por conta da reviravolta na rotina. O plano ficou em suspenso, ao menos por enquanto.

Outra possibilidade é  assumir o cargo de diretor de secretaria, que funciona como um braço direito do juiz. “Como eu gosto muito da questão judiciária, é uma possibilidade que vislumbro, ela ocorre quando um juiz te indica, e para assumir o cargo é necessário ter graduação em Direito.” 

Sete décadas de tradição

O curso de Direito do UniCuritiba completou 70 anos em 2020. Ao longo dessas sete décadas, a graduação formou 15.300 bacharéis. Alguns deles, inclusive, ganharam notoriedade nacional.

São ex-alunos do UniCuritiba os ministros do Superior Tribunal de Justiça Nefi Cordeiro e Joel Ilan Paciornik; os deputados federais Luís Felipe Bonatto Francischini, Gleisi Hoffmann e Sergio Souza; o presidente do Club Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia; o deputado estadual Rubens Recalcatti; e o ex-deputado federal e ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio.