Veja como funciona a iniciação científica dentro da faculdade

  • Vída Acadêmica

Projetos ajudam a despertar vocação para ciência e a incentivar talentos na graduação; ainda há possibilidade de requerer uma bolsa de estudos

Você gosta de pesquisar e buscar informações por conta própria? Tem espírito empreendedor? Curte achar soluções para problemas? Pensa em seguir carreira acadêmica? Pois bem, talvez esteja na hora de pensar em se inscrever em um programa de iniciação científica.

Mas, antes, vamos lá, é preciso entender melhor do que se trata. A iniciação científica é um programa de formação e qualificação, voltado aos alunos do ensino superior, que possibilita a atuação em um projeto de pesquisa em uma determinada área de conhecimento. 

O objetivo é despertar nos estudantes a vocação científica, incentivando-os a participar de pesquisas, congressos e outros eventos para discussão e estudo de um determinado tema, relacionado ao seu campo de conhecimento e possivelmente à sua futura área de trabalho. 

Uma das vantagens é que os programas de iniciação científica podem ser oferecidos pelas universidades com bolsa de estudos. Neste caso, o aluno pode se dedicar integralmente à pesquisa e ser remunerado por isso. 

Uma das principais agências de fomento de programas de iniciação científica é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência, responsável pela concessão de bolsas. 

Especificamente para a graduação, há o programa Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), voltado para incentivar a formação de novos pesquisadores. São contemplados os alunos com bom desempenho acadêmico e projetos com mérito científico. A bolsa é de R$ 400 por mês (valor em abril de 2021), com duração média de um ano e possibilidade de renovação. 

Parece interessante? 

Então os passos são os seguintes: primeiro, defina uma área na qual irá atuar e escolha o tema da pesquisa. É importante escolher algo que realmente lhe interesse e para o qual você terá disponibilidade suficiente para estudar, coletar dados etc. Embora o estudante tenha o suporte de pesquisadores e professores da universidade, lembre-se que pesquisar demanda tempo!

Na sua justificativa, defina um problema – sim, para o qual você irá propor soluções! – e apresente os benefícios que resultarão do seu projeto. E não se esqueça de definir um cronograma, para não se enrolar: quando o trabalho começa, há um prazo para realizar e uma data para apresentação dos resultados. 

Ainda falando em suporte: você irá contar com um orientador, mas procure um professor que você já conheça, tenha certa afinidade com você e com a sua área de pesquisa, e assegure-se que ele terá tempo para te orientar. 

Saindo na frente

Se você pensa em dar continuidade aos estudos por meio de uma pós-graduação (mestrado, doutorado, pós-doutorado), a iniciação científica é um passo fundamental, principalmente porque vai te ensinar métodos de estudo e os caminhos para a publicação de artigos, por exemplo.  

Mais uma vantagem é que o processo de construção do conhecimento é favorecido tanto pelo contato mais próximo com professores quanto pela troca de experiências e desenvolvimento do raciocínio crítico. 

A autonomia dos estudantes também é estimulada, já que na maior parte do tempo você vai ter que se virar e procurar suas próprias respostas. E lá na frente, quando estiver no mundo do trabalho, você também terá algo bem substancial para colocar no currículo. Será, com certeza, uma formação diferenciada. Interessado? Verifique com sua universidade as possibilidades e se torne um pesquisador!